A precoce Olavista

Um agente político é por natureza um percebedor da realidade como disse Aristóteles “O começo de toda ciência é repertório das opiniões admitidas dos agentes e interpretes em decorrência a documentação. E no campo específico da política, levando em conta o discurso de agente, e o seu próprio discurso, eles se distingue-se pelo seu objetivo, o discurso do agente político visa produzir uma ação ou situação, e do cientista apenas compreender.”

Portanto naturalmente, a questão se biparte-se em duas visões ou perspectivas da realidade.

1 – A visão de quem apenas percebe a política, é como um cientista que observa ações e reações em um efeito químico. Portanto é ele, conhecedor imaginativo e usa da previsão para chegar ao resultado desejado.

2 – A visão do agente político, é aquele que compõe a própria política, entende-se política como um sistema de ações e reações que não são pré programadas, mas sim idealizada pelo espectro político, sistema de crenças e ideais.

Com a inserção da personalidade Olavo de Carvalho no cenário político, com seu discurso um tanto quanto desconveniente, e explorador, e também por suas aulas que é de filosofia e não política, seus primeiros e mal alunos fizeram a façanha de confundir-se as duas visões para perceber o cenário político.

O próprio Olavo declarou que tem mais de 5mil alunos, dentre esses, ele acredita que por volta de 20 são gênios, declarado pelo mesmo. Também já declarou seu descontentamento com pessoas que o veem como professor, mas na primeira oportunidade de inserção ativa no cenário político, precocemente inseriram como possíveis portadores de suas opiniões.

E é este o atual problema em que temos vivenciado no presente.

Primeiro, começa sobre as questões Comunistas, Socialistas e Marxistas, que é de caráter cultural, filosófico ou até mesmo personalidade. E não de processo político, como entende-se essa questão na sociedade Brasileira – que é um tanto quanto particular por ser analfabeta – alguns que se dizem de direita e conservadores, e também que, fundamentam suas vozes na filosofia do Olavo, sem o devido conhecimento do próprio Olavo, não entendem a diferença entre essas duas realidades.

Como está expresso no texto de Aristóteles, o discurso do agente político é diferente do discurso do analisador ou cientista político; e é aqui que os atuais direitistas fazem confusão, o Olavo de Carvalho se comporta como um cientista político, portanto seu discurso é sempre em decorrência das ações já feitas pelos agentes políticos.

Estes agentes políticos – analfabetos funcionais – que não entendem nada de política, fazem a verdadeira confusão.

Para ser um agente político precisa estar unido, em propósito, símbolos, sentimentos e etc. E para estar unido precisa estar em ampla conexão com todo o sistema filosófico que compõe a direita. E por termos agentes políticos analfabetos funcionais, esta conexão com símbolos, sentimentos, não é possível. De modo a confundir a análise da realidade, com o seu propósito e sentimento, impossibilitando a qualificação.

S. Tomás de Aquino – Uma ação é boa, quando é boa no propósito, nos seus meios de execução, na causa da execução e no seu resultado.

O melhor exemplo dessa confusão, é os dois filhos do Presidente Bolsonaro – a exceção do terceiro que é possivelmente ladrão.



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Eu discuto minha personalidade como INTP – “lógico”, destacando minha inteligência, precisão e ceticismo. Faço uma análise funcional dos aspectos introvertidos e extrovertidos do meu pensamento, detecção e sentimento. Sugiro que os leitores façam o teste online para autoconhecimento. Como um INTP, sou crítico, dedicado e imparcial, e me concentro mais em ideias e atividades intelectuais do que no mundo real e nas coisas práticas.

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