Meta-Ciclos

O que aprendi do Mercado Gráfico

Teoria dos ciclos

Como todo trader, entendemos que o mercado funciona com ciclos, semelhantes as fases lunares, cada fase da lua, afeta de certa forma as marés, o crescimento de plantas e etc. Cada ciclo gera efeitos, que definitizará como se movimentará o mercado.

Antes porém de entrarmos no contexto de ciclos, vamos fazer um conhecimento prévio acerca do que é o mercado e de característica de como ele pode se incorporar: Ex: Velocidade, Forma, Intencionalidade.

Essas características é de definição da coisa mercado, e não dos efeitos dos ciclos do mercado.

Velocidade: é efeito da intencionalidade que os contextos reais demandam. A velocidade é um conceito de movimento, onde há movimento a de ter velocidade, como Dow, Elliot, provaram, o mercado se movimenta em ondas, que é princípio de movimento, ha de se pensar também em velocidade. Ex: Um carro só é veloz quando acelerado. É propriedade do carro ser rápido? Sim e não, porque a velocidade não define oque ele é, mas sim a intenção do motorista. Portanto um mercado rápido ou lento, não é definitização do mercado em si, mas das circunstâncias em que os motoristas reais que o movimentam estão inseridos. Essa velocidade pode ser ansiedade, nervosismos, apreensão, certeza, confiança e etc. E também muito importante: essa velocidade são movimentos de grandes instituições, que não estão fora da razão do sentimento, apreensões de guerras, apreensões de medidas mutilaterais, bilaterais e etc.

Forma: é efeito também da intencionalidade dos contextos reais. Assim como à forma não define um carro, mas é pela forma que reconhecemos um carro, a forma ainda não é a definitização concreta do que é carro. O Trader Al Brooks, define de forma bem ampla e complexa, a forma de mercado, com os conceitos: BO – Breackout/Rompimento, TC – Tight Channel/Canal Estreito, BC – Broad Channel/Canal Amplo, TR – Trading Range/Lateralidade. Cada qual com suas características e razões próprias.

Intencionalidade: Toda ação é produto de intenção, e todo Tick do mercado é uma intenção de grandes instituições. Escolhi à palavra intencionalidade por dois princípios: Tensão e Intenção. O mercado é fruto de tensões conflitantes a cada Tick. Todo Tick que o mercado se move é por conflitos que se concretizaram para um dos lados, comprador/vendedor. E a intenção, é aquela que vai ser concretizada pela movimentação do Tick, se diante de uma tensão os compradores vencerem, o mercado se moverá para onde o lado vencedor tem intenção, caso os vencedores forem os vendedores, este se movimentará para onde intencionarem.

Para além destes conceitos, que envolvem o mercado como ente, existe um outro ente que envolve você e suas perspectivas.

Suas perspectivas não são você, mas as definirá. No livro Rápido e Devagar do Daniel Kahneman, ele distingue em crônica, dois conceitos, chamado: Sistema 1 e Sistema 2. Como duas partes de um mesmo todo que é você. O todo não definirá em ato oque é você, mas o será enquanto em perspectiva agir. Dizendo de outro modo, a sua perspectiva enquanto focado em determinado ato, definirá o sistema em que está fortemente inserido. Instintivamente, as ações serão pré-programadas naturalmente para cada um dos sistemas.

Breve resenha sobre a citação:

Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar, fornece um tratamento abrangente e integrado do papel que dois diferentes sistemas cognitivos desempenham na explicação de nossos julgamentos e decisões, adotando a distinção de Sistema 1 e Sistema 2 de Stanovich e West. Kahneman explica que o pensamento do Sistema 1, ou as reações intuitivas e os julgamentos rápidos em que confiamos para a maioria das decisões, é também o processo que leva a distorções muito maiores no julgamento. Ele também documenta avanços recentes em como o Sistema 2, nossos processos de pensamento mais deliberativos, pode ser usado para amortecer os efeitos negativos de nossos julgamentos intuitivos. Ao fazê-lo, Kahneman esclarece uma estrutura para a compreensão dos processos e mecanismos que podem explicar quando os vieses são mais prováveis de aparecer e quando precisamos aplicar nossos processos do Sistema 2 para o problema em questão.

O motivo dessas distorções, acredito que é causado por problemas na perspectiva, dizendo de modo grotesco, o homem moderno limitou sua perspectiva para definitizar o mundo em conceitos que no entender dele, significa o todo. E é impossível falar disso, ou resolver em “tese” esse problema, sem o início filosófico, ou uma iniciação como diria os mais antigos. Era natural para um iniciado, a negação do todo, ou até mesmo a definitização do todo, sob UNO aspecto. Tanto a negação quanto a definitização sob um aspecto. E isso também ocorre no estudo do mercado.

Perceba que usei a palavra negação/definitização e não a palavra afirmação. O porque disso é, que toda afirmação exige-se uma prova, e nós enquanto indivíduos só provamos aquilos que vivenciamos. Se você está lendo este texto até aqui, posso afirmar de forma definitiva, que você entende o mercado como um ente metamorfo, que não existe a coisa mercado, mas sim tensões de intenções em troca e venda, em comércio e negócios, sua definitização de mercado não é definitiva e eterna. Dito isso, nós partimos a princípios de teorias, como Dow, Elliot entre outras.

Uma teoria não é a afirmação da realidade, mas uma definitização validada por modos e meios diferentes. A teoria de Dow não seria relevante se não fosse validada em meios e modos diferentes no mercado, e também vale a outras.

O que estou propondo nesse texto, é a separação dos conceitos que se refere ao mercado, aos conceitos que se refere a teorias. Ex: um rompimento é uma tensão vencida por algum dos lados, sabemos disso porque é próprio do rompimento ser isso. Mas a partir do conceito rompimento, não se define a velocidade nem a forma, poderia ser uma Barra, ou cinco Barras, ou duas Barras com um doji. O conceito movimento em ondas, é teoria de Dow, mas a velocidade e a forma ainda é conceitualização do mercado, pelas suas intenções e tensões.

A prova de uma teoria, em tese não prova o mercado, mas sim a relação do mercado com os comerciantes. E é por essas razões que muitas pessoas acreditam em “Profecia autorrealizável” – vamos a uma definição mais correta do termo: Uma profecia autorrealizável, autorrealizadora ou autorrealizada é um prognóstico que, ao se tornar uma crença, provoca a sua própria concretização.

Quando as pessoas esperam ou acreditam que algo acontecerá, agem como se a profecia ou previsão já fosse real e assim a previsão acaba por se realizar efetivamente. Ou seja, ao ser assumida como verdadeira – embora seja falsa – uma previsão pode influenciar o comportamento das pessoas, seja por medo ou por confusão lógica, de modo que a reação delas acaba por tornar a profecia real.

Como já expressei, o mercado que vemos, é apenas uma forma de uma Intencionalidade, e por definição é impossível dar forma a “intenções”. Portanto o que vemos, em partes – digo em partes, pois não posso com meus recursos provar – são ações que já foram pensadas no campo da realidade, por grandes instituições.

About Me

Eu discuto minha personalidade como INTP – “lógico”, destacando minha inteligência, precisão e ceticismo. Faço uma análise funcional dos aspectos introvertidos e extrovertidos do meu pensamento, detecção e sentimento. Sugiro que os leitores façam o teste online para autoconhecimento. Como um INTP, sou crítico, dedicado e imparcial, e me concentro mais em ideias e atividades intelectuais do que no mundo real e nas coisas práticas.

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