Um comando moral, em um sistema de influência e sedução é uma incoerência em literalidade. Não existe em canto nenhum do globo, algo que é moral e ao mesmo tempo tem poder sobre outrem ou sobre algo, a relação de moralidade e poder é ambígua. O poder tende para a manipulação, sedução, e indução, a moralidade é o freio da manipulação, da sedução, da indução, portanto é fantasioso acreditar em um governo moral, pode até existir governos com boas atitudes, com altruísmo, mas nunca é pleno, será sempre em troca de algo. O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente. Esta frase do Paulo Guedes, tem a definição exata do que significa ter poder, e seguindo esse contexto a moral que deveria ser algo que trava o poder, torna combustível para tal, pois como disse anteriormente a moral tem o freio do poder, logo, ela se torna o próprio poder, então teremos pessoas com poderes morais para decidir, para manipular, seduzir, induzir algo ou alguém, e este é o poder mais perigoso que existe, silencioso, mas devastador. Me referi a poder como legitimidade para ação no campo físico, ou seja, no campo burocrático, e refiro a moral, como legitimidade no campo filosófico e psicológico, a aceitação plena através de conceitos enraizado na formação social. A legitimidade moral em um contexto de poder público, é vista com a aceitação exacerbada no processo legal da democracia. Fazer pelas pessoas nem sempre significa o que está na premissa, não é algo estático, como é proposto a ideia. Perceba que na frase “O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente” não existe a opção incorruptível, o que existe é apenas uma balança que se não pensada, corromperá absolutamente. Este é o mal da democracia, é a ideia de colocar o poder na balança e não se preocupar sempre em equilibra-la, se esquecermos sequer por um segundo dela, o poder corromperá, e o primeiro passo para tal, é a legitimidade moral, ela dará acesso a decisões que certamente influenciará a balança do poder. Vai aqui meu repúdio total a indicação do filho do presidente da república ao cargo de extrema importância nacional, e qualquer tipo de indicação familiar deste e de qualquer outro governo que venha chegar ao poder.
About Me
Eu discuto minha personalidade como INTP – “lógico”, destacando minha inteligência, precisão e ceticismo. Faço uma análise funcional dos aspectos introvertidos e extrovertidos do meu pensamento, detecção e sentimento. Sugiro que os leitores façam o teste online para autoconhecimento. Como um INTP, sou crítico, dedicado e imparcial, e me concentro mais em ideias e atividades intelectuais do que no mundo real e nas coisas práticas.
Deixe um comentário